Pra que a pressa?


Qualquer um com filhos sabe que crianças não tem pressa. Ou, ao menos, não o nosso “tipo adulto” de pressa.
Não importa quantas vezes você diz que vai se atrasar, q vão perder a hora, que precisam sair agora, eles sempre vão no seu doce e lento ritmo. E, verdade seja dita, como isso é irritante!

E assim, em doses homeopáticas, vamos passando aos nossos filhos a mensagem de que levar a vida nesse ritmo é algo ruim. Nossa geração parece valorizar o estar ocupado, correndo, tendo mil coisas pra fazer ao mesmo tempo. Não é pra menos… Crescemos sendo bombardeados por uma pressa camuflada de praticidade. Macarrão instantâneo em 3 minutos. Esfihas em 28, ou se dinheiro de volta. Perca peso em 7 dias. Aprenda a falar inglês em um mês. Cursos universitários de curta duração.

Essa é a mensagem que recebemos do mundo. É essa que realmente queremos passar aos nossos filhos?!

O que estamos perdendo nessa correria?

Outro dia, enquanto observava meus filhos brincando no quintal da casa do avô, refleti sobre isso. Eles escalaram muretas, brincaram com água, colecionaram algumas sementes, capturaram insetos, exploraram frutinhas, subiram em árvores, tocaram, tocaram e tocaram. E nunca os vi se apressar. Nunca estavam suficientemente preocupados em fazer tudo de uma vez, a ponto de esquecerem de apreciar o momento, o agora. Eles levaram o tempo deles, viveram no ritmo deles. Eles se divertiram. E.. Uau.. Eles nunca se apressam! Isso te surpreende tanto quanto a mim? Você consegue se lembrar da última vez que realmente fez algo no seu ritmo, sem pensar em mais nada? Sem se preocupar com outras coisas que você deveria estar fazendo, sem ficar de olho no relógio?

Ah… Que presente as crianças são para nós. Eles nos ensinam tanto. Se ao menos nós as observassem sem pressa…
.
Em vez de reconhecer esse ritmo desacelerado como uma qualidade, como uma vantagem de aproveitar a vida, de realmente ver e apreciar as todas as coisas à sua volta, nós os encorajamos a passar pela vida com pressa. A viver do jeito adulto.

Claro, existem algumas situações que temos que cumprir com o horário.
Qualquer um com filhos sabe que crianças não tem pressa. Ou, ao menos, não o nosso “tipo adulto” de pressa.
Não importa quantas vezes você diz que vai se atrasar, q vão perder a hora, que precisam sair agora, eles sempre vão no seu doce e lento ritmo. E, verdade seja dita, como isso é irritante!

E assim, em doses homeopáticas, vamos passando aos nossos filhos a mensagem de que levar a vida nesse ritmo é algo ruim. Nossa geração parece valorizar o estar ocupado, correndo, tendo mil coisas pra fazer ao mesmo tempo. Não é pra menos… Crescemos sendo bombardeados por uma pressa camuflada de praticidade. Macarrão instantâneo em 3 minutos. Esfihas em 28, ou se dinheiro de volta. Perca peso em 7 dias. Aprenda a falar inglês em um mês. Cursos universitários de curta duração.

Essa é a mensagem que recebemos do mundo. É essa que realmente queremos passar aos nossos filhos?!

O que estamos perdendo nessa correria?

Outro dia, enquanto observava meus filhos brincando no quintal da casa do avô, refleti sobre isso. Eles escalaram muretas, brincaram com água, colecionaram algumas sementes, capturaram insetos, exploraram frutinhas, subiram em árvores, tocaram, tocaram e tocaram. E nunca os vi se apressar. Nunca estavam suficientemente preocupados em fazer tudo de uma vez, a ponto de esquecerem de apreciar o momento, o agora. Eles levaram o tempo deles, viveram no ritmo deles. Eles se divertiram. E.. Uau.. Eles nunca se apressam! Isso te surpreende tanto quanto a mim? Você consegue se lembrar da última vez que realmente fez algo no seu ritmo, sem pensar em mais nada? Sem se preocupar com outras coisas que você deveria estar fazendo, sem ficar de olho no relógio?

Ah… Que presente as crianças são para nós. Eles nos ensinam tanto. Se ao menos nós as observassem sem pressa…
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Em vez de reconhecer esse ritmo desacelerado como uma qualidade, como uma vantagem de aproveitar a vida, de realmente ver e apreciar as todas as coisas à sua volta, nós os encorajamos a passar pela vida com pressa. A viver do jeito adulto.

Claro, existem algumas situações que temos que cumprir com o horário. Mas, na maioria das vezes que me pego dizendo “vamos logo”, é por culpa de um hábito e tem mais a ver com a minha impaciência do que com uma necessidade real.

O templo de voa. Logo eles vão crescer, ter sua própria casa, família, emprego. Agora não há pressa. Há tempo. Qual é o sentido da vida se não aproveitar? Nenhum. Então, estou tentando não apressar mais os meus filhos sempre que posso. Estou tentando banir o “vamos logo” do meu vocabulário. O que precisa de horário, cabe a mim calcular melhor, com margem para erro – digo, para o ritmo desacelerado deles. No que depender de mim, quero preservar esse sentimento primitivo de admiração – sem pressa – nos mínimos detalhes, é uma qualidade tão bela! Quero mostrar a eles que eu valorizo ​​isso. Eu sei que, com o tempo, o peso do mundo pode acabar com a naturalidade desse modo de levar a vida. Mas se tiver cuidado, talvez eu possa ajudá-los a preservar só um pouquinho disso.

Então, meus amores, prometo não dizer “vamos logo”, quando vocês pararem para cheirar as flores ou observar uma teia de aranha. Ou mesmo quando voltarem correndo apenas para posicionar aquele brinquedo por algum motivo que eu jamais compreenderei.
Não os apressarei quando estiverem admirando a forma das nuvens.

Eu vou deixar você me levar para mostrar um inseto interessante e poderão parar pra pegar uma pedrinha nova para a nossa coleção.

Você vai se juntar ao que eu estou fazendo e nós vamos ao seu ritmo. Mesmo que o jantar demore o dobro do tempo para ficar pronto. Mesmo que custe o dobro de sujeira, mesmo que faça o dobro da bagunça.

Eu vou me deliciar com o mundo, exatamente como vocês fazem.

Você está aprendendo com o mundo, eu estou aprendendo o dobro com você.

É isso que importa. Isso aqui é o que a vida realmente é. Obrigada por me mostrarem isso.

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