O direito de ficar bravo

Um dia desses fiz alguma coisa que o Gustavo não gostou, nem me lembro exatamente o que foi.. mas lembro que ele bufou no estilo "triceratops" demonstrando claramente sua frustração e insatisfação, quaaaaase uma ira.. Naquela hora meu sangue subiu, achando inadmissível​ seu comportamento. Peguei ele pelos braços, o levantei e o coloquei sentado no sofá enquanto fazia meu olhar fuzilador... Sem nenhuma agressividade, mas com certa dureza.

Em seguida Gu encolheu os ombros, juntou as sobrancelhas e abaixou a cabeça. Eu falei "Gustavo, o que foi isso?".. ainda com a mesma expressão ele respondeu "Dipulpa, mamãe... O Gugu não pode ficar bravo com você". No mesmo segundo sua frase me desmontou... Não era isso que eu queria "dizer" a ele. Não era essa a minha intenção.

Peguei ele no colo, o abracei e falei "Filho, é claro que você pode ficar bravo com a mamãe, você tem todo o direito de se sentir assim... A mamãe fez algo que você não gostou, tudo bem. Mas você não pode bufar e fazer "GRRRRRR", você precisa contar pra mamãe que não gostou, só assim eu vou conseguir entender o que você está sentindo... Tá bom?" ... "Tá bem, mamãe!" ele disse, enquanto me abraçava.. desceu do meu colo e voltou a brincar.

A maternidade/paternidade não tem segredo! Pra criar um filho você só precisa de duas "coisas": AMOR e RESPEITO. Se tiver o suficiente desses dois, todo o resto sairá como deve ser. Amor já sentimos, é natural, graças a Deus! Mas o respeito é exercitado diariamente em situações como essas... Respeite se não quer comer, se não quer dormir, se não quer abraçar.. Respeite suas vontades. Respeite suas emoções.

Vocês aí, andam respeitando seus filhos?! 

Foto: Talita Kelency

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