Bronquiolite, internação e alta!

Olá mamães!
Hoje faz uma semana que recebemos alta do hospital... Pois é!
No domingo passado Gu foi internado devido a uma bronquiolite e precisamos ficar dois dias por lá...

Antes de qualquer coisa, a bronquiolite é uma doença que se caracteriza pela obstrução inflamatória dos bronquíolos. Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta especialmente crianças até 2 anos de idade. Ela é uma doença sazonal, que faz lotar os hospitais entre o outono e o inverno.
O quadro se inicia com catarro e tosse, podendo ser seca ou carregada. Em seguida o bebê apresenta dificuldades para respirar, o típico cansaço. Febre e chiado no peito também são sintomas comuns de serem acompanhados.


E foi exatamente assim que começamos por aqui... Na segunda-feira Gu parecia ter pego o resfriado do papai, com nariz escorrendo e um pouco de tosse carregada. Na quinta veio a febre e na sexta o cansaço para respirar. 
Como ele já teve broncopneumonia aos 6 meses, decidimos levá-lo ao PS para fazer um Raio X, imaginando que tudo terminaria em uma semana de antibióticos.

Chegamos ao PS no final da noite de sexta e, ao passarmos pela triagem, nos demos conta de que o quadro dele não era apenas uma gripe. De lá fomos imediatamente encaminhados para a sala de inalação, onde ele foi ligado ao oxigênio até que o médico pudesse vir nos atender.
Nesse momento você se dá conta de que a vida é muito frágil... Especialmente quando estamos falando do seu filho, seu bebezinho indefeso!
A saturação do oxigênio no sangue do Gu era baixa, não passando de 88, quando o normal é 100 e o aceitável é 96.
Gustavo detesta qualquer tipo de procedimento, chora até quando levamos a cachorrinha ao veterinário, então você pode imaginar como estava sendo estressante tudo aquilo para nós três, né?!
Fizemos Raio-X [pulmão super limpo], muita inalação com oxigênio, soro, remédios, bombinhas... Nada fazia o quadro dele melhorar e os médicos falavam em interná-lo. Aquilo, pra mim, não fazia sentido! Ele não estava mal a ponto de precisar internar, ao menos não parecia.
Quando, às 4h da manhã, ele finalmente se entregou para o sono, a saturação dele passou a subir, chegando a satisfatórios 96. Para a nossa felicidade recebemos alta e fomos para casa com remédios prescritos.

Passamos o sábado em casa, tentando recuperar a noite não dormida. Porém a noite, ao tentar medicá-lo, de tanto tossir e ficar nervoso, ele vomitou todo o remédio. Também notei que o cansaço havia voltado. No domingo de manhã fomos novamente ao PS, dessa vez, já esperando por uma internação, levei nossas malas.
Chegamos lá, foi a mesma coisa. Já na triagem nos encaminharam, com pulseiras vermelhas, para a emergência. Quando a médica de plantão nos atendeu ela levantou a hipótese de ser coqueluche. Como é?! Coqueluche? Aquela doença que não existe mais? Que está extinta na humanidade? O meu filho? 

A coqueluche é uma infecção causada por uma bactéria, altamente contagiosa. A maior característica dela é uma tosse contínua, mas tão contínua que o infectado não consegue parar de tossir e fica roxo com falta de ar.
A médica do PS pensou ter visto os lábios do Gu ficando roxos enquanto ele tossia. Nós não.

Nem preciso dizer que eu e o papai ficamos feito baratas tontas, tentando assimilar. Fomos encaminhados para a internação e para o isolamento. Todos que entravam estavam devidamente paramentados para uma possível epidemia - me lembrou do filme Ebola.

Como o Gustavo não se alimentava de sólidos desde a segunda-feira, precisava de soro. A enfermeira veio colocar o acesso venoso. Mamãe segura uma parte, papai segura outra... De repente a enfermeira percebe que alguém precisava segurar o papai, que estava mais pálido do que o fundo desse blog... Nessa correria ela perdeu a veia, respingou sangue para todos os lados e a cena só foi piorando para o papai molenga... E o bebê? Precisou ser picado novamente [snif, snif!]...

Depois de umas 3 horas com o soro correndo, Gu começou a reclamar, tentar chupar e percebemos que no local do acesso havia um caroço. De novo, a veia estourou. 
Mais uma vez vieram recolocar o acesso, dessa vez dispensaram a ajuda do papai. Fura o outro braço, a veia estourou. Fura a outra mão, estourou de novo.
Eu, o Gu e o papai já estávamos em prantos, chorando e suando loucamente. Até que eu não aguentei. Peguei ele no colo e pedi pelo amor de Deus que parassem de furá-lo.
Não sei o que acontecia. Ele é forte, saudável, estava hidratado. Não havia motivos para não conseguirem acertar uma veia.

Depois de um mini escândalo, a médica permitiu passar a noite sem o acesso, desde que ele bebesse muita água e leite materno. UFA! Dormir sem o soro foi renovador! Acordar sem ele, então...!

Gu acordou tão bem, danado, serelepe. Escalava todos os móveis do quarto, descobria cada buraquinho... Mas cada vez que a porta abria, podendo ser a copeira, a fisioterapeuta, a enfermeira ou a moça que tirava o lixo, ele chorava, se estressava e demorava uns 15 minutos para se acalmar.

Ah! A essa altura a coqueluche já havia sido descartada, mas ainda precisávamos ficar no isolamento e fazendo inalações para a saturação normalizar.

A parte mais estressante de um hospital, seja para o paciente ou para o acompanhante é que você não passa mais do que 20 minutos sem receber uma "visita". É um saco!

No dia seguinte, Gu já havia melhorado, a saturação estava ótima, apetite de leão e disposição suficiente para derrubar o hospital, recebemos a tão esperada alta hospitalar!
Nem sei de onde tirei forças para tudo isso, aliás, sei sim... foi mesmo do cara lá de cima..!

Comentários

  1. Minha filha teve Bronquiolite com 3 memes, não precisou ficar internada pois descobrimos logo no começo. A pediatra receitou 5 sessões de fisioterapia respiratória em casa e que tirássemos todos os brinquedos e decoração que pudesse acumular poeira. E cuidar da limpeza do quarto. Fiz tudo certinho e ela ficou boa, hoje ela esta com um ano e nove meses.

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