Guia Crianças + Pets: Benefícios do pet para a criança

O desenvolvimento humano compreende o crescimento biológico [físico] e o desenvolvimento das habilidades e capacidades [cognitivo, emocional e social].
A ciência comprovou que apenas 30% do desenvolvimento infantil é do fator genético. Os outros 70% vem dos estímulos externos que a criança recebe desde a vida intrauterina até, especialmente, os 3 anos de idade, onde o cérebro cresce 60%.
A principal atividade para o desenvolvimento infantil é a brincadeira. Através dela o cérebro recebe estímulos físicos, emocionais, cognitivos e sociais. E quem gosta mais de brincar do que os animais, especialmente os filhotes?!
Quando permitimos que nossos filhos cresçam convivendo com animais diariamente, proporcionamos estímulos que não tem preço! Desde as habilidades motoras, cognitivas e  afetivas.


É muito claro que o desenvolvimento adiantado do Gustavo teve total influência da Mindi.
Antes que ele “precisasse” levar broncas, já assistia a muitos NÃOs e exemplos de obediência. Ele também adquiriu o instinto protetor que ela, naturalmente, tem por nós.
Muitas descobertas do Gustavo foram feitas baseadas na observação à sua irmã peluda.
O engatinhar, seguido de tentar com direto com a boca [como um cachorro mesmo kkkkk], as demonstrações de afeto à outras crianças também são iguais às que ele demonstra à ela – abraçando apertado [as vezes até demais]!

Benefícios Físicos
Desde o nascimento, o principal acompanhamento é o crescimento de peso e altura. Embora a herança genética tenha parte fundamental nesses números, o ambiente em que a criança cresce tem total influência na evolução positiva ou negativa do crescimento – alimentação, estímulos sociais, saúde, sono e atividades físicas.
A espontânea interação que as crianças têm com os seus animais de estimação faz com que eles sejam mais persistentes e pacientes para realizar a mesma atividade repetidas vezes, de modo que nenhum outro tipo de estímulo consiga alcançar. E quanto mais estímulos, mais conexões neurológicas se formam, portanto, mais habilidades a criança vai ter.
A presença de um animal de estimação em casa, interagindo diretamente com a criança, incentiva-a a exercitar-se e a realizar atividades de coordenação motora ampla: engatinhar, ficar em pé, andar, equilibrar-se, correr, subir e descer escadas; atividades de coordenação motora fina: desenhar, pintar, segurar objetos menores, sem causar cansaço ou desprazer, o que faz com que a criança continue a executar a ação, recebendo constantes estímulos.
Crianças de famílias que possuem um pet têm nível superior de desenvolvimento motor.

Benefícios Psicológicos
O vínculo entre a criança e o animal de estimação permite-lhe desfrutar de um amigo e companheiro que sempre estará à sua disposição e que a aceita incondicionalmente. Os irmãos peludos fazem a criança sentir-se mais segura, confiante, valorizada, útil e importante, favorecendo a autoestima desde pequenos até a idade adulta.
A coerência das reações que recebem dos bichos de estimação é capaz de aumentar a expectativa da criança de que será amada e apreciada, o que ajuda a desenvolver o lado positivo do eu [nossa identidade]. Cuidar do animal ajuda a criança a sentir-se competente de maneira muito mais complexa do que quando aprendem a fazer coisas da vida diária, ensinando experiências que envolvem as emoções, responsabilidades e consequências, desenvolvendo paciência, autocontrole, respeito, autonomia e liderança.

Certa vez o Gustavo foi mordido no rosto pela cachorrinha – já idosa – de uma prima. Ele não estava nem brincando com ela, mas com um dos donos, o que a fez avançar e morder o rostinho dele. Naquela hora, além de todo o nervoso e o susto da situação, do ferimento e consequências [ele precisou tomar vacina] ficamos apreensivos em relação a como ele reagiria tanto com a própria cachorrinha que o mordeu, como aos outros cães, inclusive a Mindi. Imaginávamos que ele fosse ficar com medo, ou ao menos com receio de chegar perto e fomos surpreendidos quando ele correu atrás da mordedora, querendo um abraço... Incrível até a “habilidade de perdoar” que esses bichinhos ensinam aos nossos pequenos!

Benefícios Sociais
O ser humano depende das interações sociais. Esse processo começa quando uma pessoa tem percepção da outra. Para que a interação com o outro seja bem sucedida, é importante a forma de perceber o outro esteja correta [o chamado “desconfiômetro].
Quando uma criança convive com animais de estimação, ela aprende a fazer leitura corporal, sendo capaz de compreender o sentimento ou a reação do outro. Ela passa a ver o próximo como alguém com característica e sentimento diferente de si mesmo. Isso afasta a criança de seu ponto de vista egoísta. A compreensão dessa diferença entre ela e o outro é a base de uma personalidade sadia e na boa interação com pessoas na fase adulta.
“Crianças mais tímidas podem ser ainda mais beneficiadas pelo bichinho de estimação. Em situações novas com pessoas desconhecidas, tendem a se fechar. A presença do animal reduz a ansiedade do ambiente e tira o foco de atenção da criança. Ao se sentir mais relaxada e segura, suas chances de se relacionar com os outros aumentam.”









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Benefícios Cognitivos
O desenvolvimento cognitivo está relacionado com o processo de aquisição do conhecimento envolvendo funções, tais como: pensamento, linguagem, raciocínio, memória, atenção, percepção e imaginação. É nesse processo que internalizamos o que é percebido no ambiente externo no qual vivemos e nos relacionamos. Para aquisição desses conhecimentos é fundamental o ato de aprender.
Um pet tem o "poder" de despertar o interesse e o prazer pelo conhecimento na criança. Por si mesmo, o animal representa um elemento motivador.
Um exemplo claro disso acontece quase todos os dias aqui em casa. Quando o papai sai para trabalhar, sempre deixo que o Gustavo saia, chame o elevador e dê tchau [isso ameniza o inevitável choro de saudades do papai]. A Mindi sempre sai também e dá “uma voltinha” pelo corredor do andar. Assim que ela some da vista do Gu, ele já “esquece” que o papai está indo embora, vai atrás dela, bravo, chamando-a de volta para entrar em casa. Ele vai até ela e, com as mãozinhas, a empurra até a porta.
Isso é uma coisa que ele nunca nos viu fazer, já que a Mindi volta assim que chamamos, mas o cognitivo já faz o raciocínio e transforma em linguagem corporal e verbal, realizando uma ação que chegará no resultado esperado por ele – leva-lá de volta para casa.
Os animais de companhia também alimentam a criatividade. Eles são um público perfeito para o desenvolvimento dos pequenos "criadores", nunca estão ocupados para admirar um novo trabalho. A curiosidade, a imaginação e a fantasia da criança.

Informações extraídas do Guia Crianças + Pet, por Bayer. Trechos de Luciana Isssa, pedagoga especialista em psicopedagogia clínica.

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