Animais de estimação e o bebê... Como lidar?

Olá mamães de casa!
O assunto de hoje pode ser polêmico para os mais tradicionais, mas tenho certeza que será de grande ajuda às mamães. 
O que fazer com o animal de estimação com a chegada de um bebê em casa?

Bom, enfrentei esse dilema bem no comecinho... 
Compramos a Mindi, uma west white highlander terrier [mais conhecida como 'Cachorrinho do IG'] com 2 meses de idade e ela chegou em casa na metade de janeiro. Exatamente dois meses depois ficamos sabendo da gravidez.
Com 4 meses qualquer filhote é terrível, né? Come tudo o que vê pela frente, faz xixi e cocô fora do lugar, mas ainda assim são apaixonantes!

A Mindi foi crescendo junto com a minha barriga e ela recebeu toda a atenção, carinho e amor do mundo de nós dois. Mas minha preocupação era como iríamos nos dividir, principalmente eu, quando o baby chegasse.

Li tudo o que eu pude encontrar em sites e livros a respeito de como apresentar o bebê e como conviver nas primeiras semanas e todos diziam a mesma coisa... 
São informações muito interessantes de colocar em prática e aí vão elas:
Ainda na gestação, faça com que a casa pareça que tenha um bebê desde já, assim o cachorro não vai estranhar:
- Deixe o carrinho na sala e não brigue com o cão quando ele for cheirar, ao contrário, quando ele se comportar bem ao lado do carrinho, ofereça petiscos para ele;
- Ande pela casa com uma boneca nos braços, como você carregaria o bebê e acostume ele a não pular nessa situação (virando-se de costas para ele, mas desvirando e se abaixando para ele cheirar o "bebê" quando ele estiver no chão);
- Apresente os cheirinhos que o bebê vai ter... Fraldas, sabonetes...
Quando o bebê nascer:
- Faça com que alguém leve uma fraldinha de pano que o bebê usou na primeira noite para o cachorro se sentir familiarizado com cheiro do bebê, deixe ele cheirar e faça muito carinho associado ao cheiro.
- Quando o bebê chegar em casa, a mãe não deve estar carregando o bebê. Deixe uma terceira pessoa carregar o bebê e vá fazer a festa com o cachorro. Quando ele estiver mais calmo, aí sim, traga o bebê e deixe ele cheirar o pé. Ele vai associar o cheiro dele com o do cobertor;  
- Não mude a rotina diária do cão, mantenha as mesmas atividades que fazia com ele antes do bebê nascer.

Planejamos fazer tudo isso... 
Quando compramos o carrinho, deixamos que a Mindi cheirasse e explorasse ele. Era mesmo algo estranho e grande que ocupava um bom espaço. Quando os móveis chegaram foi muito legal! Montamos com ela em volta e quando o quartinho estava pronto ela sempre entrava parecendo procurar por algo. [Parece que sabia que estávamos esperando alguém chegar!]
Às vezes pegávamos ela dormindo embaixo do berço...
Conforme a barriga ia crescendo ela passou a ser mais cuidadosa comigo e muito carinhosa [virou meu grude]...



Depois do chá de bebê apresentamos a ela os cheiros que passariam a fazer parte da casa.

Estávamos planejando deixá-la em um hotelzinho pelos 3 dias que ficaríamos na maternidade, assim ela iria se distrair com outros cães e não sentiria muitas saudades.
Maaaas... Quem leu meu relato de parto sabe que fomos pegos de surpresa no meio da noite, então, nada do que planejamos deu certo.
No final das contas ela passou os três dias sozinha em casa, com uma vizinha muito querida dando água e comida e brincando um pouquinho todos os dias... [Que dó! Como sofremos na maternidade...] 
Ah, e não conseguimos mandar a tal fraldinha com o cheiro.

Quando voltamos pra casa fiquei morrendo de medo de que a Mindi tivesse ciúmes do Gustavo.
Cheguei, dei o bebê conforto pro papai que deixou em cima da mesa.. Fizemos a maior festa com ela. Depois deixamos ela cheirar o bebê conforto e fomos pro quartinho do Gu.
Esse é o vídeo da gente apresentando a Mindi ao irmãozinho... Ela estava mega ansiosa, ofegante e eufórica, como se tivesse esperado a vida toda por aquele momento. [Foi lindo e eu choro até hoje quando assisto o vídeo!!]


No começo tivemos bastante trabalho pra conter essa ansiedade dela, que durou umas duas semanas. A cada choro ou resmungo ela corria desesperada pra atendê-lo. 
Também tivemos que dar muitas broncas nela pra não pegar fraldas, chupetas e roupinhas, além das tentativas de roubar umas lambidelas despercebidas [precisávamos cuidar da higiene do bebê]...
Não mudar a rotina do cão? Impossível... Todo o carinho que era só dela, agora, pelo menos 2/3, foram para aquele serzinho miúdo que ficava [literalmente] sugando a mamãe o dia inteiro...
Tivemos que deixar de passear com ela todos os dias por medo dos germes da rua [ela dorme na mesma cama que nós três]... Agora, sempre que saímos pra passear ela volta e toma um banhão. Pelo menos até o baby completar 6 meses, faremos assim...
Mas mesmo assim ela adotou o Gustavo como seu irmão mais novo!

Essa foto foi tirada no dia em que chegamos.
Ela já assumiu o posto de cão de guarda!

Essa foi nossa primeira manhã em casa.
Olha as caras de "Sobrevivemos!"...
E aí está a eterna companheira do Gustavo!

Hoje, com dois meses, ele já sorri quando ela passa e ela lambe o pézinho dele sempre que a gente deixa [e quando ninguém está vendo também].



No fim das contas, não fizemos tudo conforme o protocolo indica, mas conseguimos uma convivência excelente entre os dois!

Se você tem algum medo ou receio da convivência do seu bichinho com o novo bebê, converse com o veterinário e o pediatra, tire todas as suas dúvidas e, o mais importante, encha seu bichinho de amor a cada hora livre e mostre que ele é tão querido quando o novo membro da família!

Boa sorte!

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