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quinta-feira, 9 de março de 2017

Criando filhos numa bolha

Na barra da saia da mamãe. Até aonde a vista alcança.  Debaixo das asas. Sim, eu crio meus filhos numa bolha. Na minha bolha.
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Esse assunto foi pauta da Live de hoje mais cedo.
Não tem jeito, o assunto mais pedido é sempre do por que Gu não vai à escola.
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No geral, tudo o que uma criança vive até os 6 anos de idade determina seu caráter... Nessa fase tudo o que eles realmente precisam é ser amados e cuidados com muito carinho e atenção. Isso vai definir, lá na frente, se ele será uma pessoa segura, com boa auto estima, companheira, de boa fé, livre de preconceitos ou não...
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Ao longo dos meus dias como mãe pude observar o quanto nossos filhos são influenciados por atitudes e comportamentos que os cercam. Bons ou ruins. É a única maneira de filtrar apenas os exemplos bons seria criando-os numa bolha. Não essa bolha pejorativa que descrevem por aí, onde protegemos nossos filhos de ferimentos - físicos ou emocionais. Mas afastar, o quanto for possível, situações que ele ainda é muito imaturo para viver, sem discernimento para julgar boa ou ruim.
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Percebo que tem sido muito natural na maioria das crianças ver soberba, ganância, inveja. Elas dizem "meu brinquedo é melhor", "eu tenho isso, você não tem" com o único intuito de sentir prazer ou diminuir o outro amiguinho. Quando isso acontece, percebo que o amiguinho reage assim: ou se defende dizendo que o dele é melhor por causa disso, disso e daquilo, ou sai triste e choroso.. Quando isso acontece com o Gu, que não tem contato diário com esse tipo de situação ele simplesmente não dá bola, passa batido.
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Vou dar outros três exemplos da nossa bolha.
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Outro dia, quando o Gustavo estava indo para um lugar que não deveria pois era perigoso, alguém disse "Não vai aí que tem um bicho que te pega." Na mesma hora eu abaixei e falei "Não, filho, ali não tem nenhum bicho. Mas ali é perigoso e você pode se machucar.".. Eu não quero que ele respeite algo ou alguém por medo, muito pior se for uma mentira. Quero que ele entenda que é errado fazer isso.
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Um dia desses Gu estava de cabelo preso e uma criança achou graça por ele ser um menino e estar com rabo de cavalo. Na mesma hora me abaixei e falei que não havia problema nenhum naquilo. Meninos podiam usar cabelos presos, assim como meninas podiam usar cabelos curtos. Meninos podiam brincar de boneca e meninas de carrinho.
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Numa tarde, Gu brincava com alguns meninos mais velhos. De repente percebi que ele estava sendo feito de bobo só pra render boas risadas dos meninos. Já era o terceiro dia consecutivo que acontecia. Eles mandavam o Gustavo fazer coisas como beber a água da poça do chão, pular de um brinquedo muito alto, jogavam a bola para ele pegar mas nunca o deixavam alcançar... Deixei que eles fizessem aquilo por algum tempo, até que o Gu cansou e ficou triste. Nós voltamos para casa, eu sentei e expliquei que aqueles meninos não eram bons, que só estavam fazendo aquilo pra machucá-lo e que deveríamos procurar outras crianças pra brincar.
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Em todas as situações ele foi exposto ao "problema" e em tempo de entender eu expliquei e "reverti a situação". Eu tive controle daquilo que ele absorveu. Essa é a nossa bolha.
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Não é um trabalho fácil, mas eu escolhi o caminho mais difícil, que ao meu ver é o melhor caminho para o meu filho.
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Pode ser que tenha muita gente que pense que é bobagem, frescura, ou só que pense diferente. Mas que bom que tem!! Porque o que seria do mundo se todos nós fossemos criamos da mesma maneira, não é?!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Infância Sem Televisão

Calma.. esse não é um daqueles posts cheio de informações sobre quanto a televisão faz mal para o cérebro das crianças, muito menos com lições de moral sobre a infância de antigamente x a infância de hoje...

Já cansei de falar que sou avessa à rotina. Não que eu não goste, mas nunca consegui me encaixar em um. Nem sozinha, nem com filhos.

Eu também nunca gostei de televisão como um "objeto emissor de barulho". Sabe aquelas reuniões de família, em que tem um monte de gente falando ao mesmo tempo e ainda tem uma televisão ligada, só fazendo barulho? Pois é. Detesto. Mas vamos ao que interessa.

Gustavo começou a assistir televisão por volta dos 10 meses, mas nada o prendia por muito tempo, além das musiquinhas de prelúdio. Quando começou a crescer, após os 2 anos, ele passou a se interessar mais por desenhos.

Gu sempre foi um garoto cheio de energia - vulgo agitado. Aparentemente a televisão o deixava calmo, tranquilo e controlado. Ligava a televisão ao acordar, pra tomar café, escovar os dentes.. depois ligava de novo para fazer o almoço.. depois ligava de novo no fim das tarde, pra poder usufruir de alguns minutos sentada no sofá.. ligava depois do banho, pra conseguir secá-lo, escovar os dentes, cabelos, vestir o pijama..

A constante presença da televisão no nosso dia a dia me incomodava demais, mas eu fingia não me importar e fechava os olhos para isso.

A PERCEPÇÃO
Acontece que o tempo foi passando e eu comecei a perceber que nos dias em que nós não ligavamos a televisão logo de manhã o dia fluía muito mais leve, quase sem episódios de birra e desobediência.

Decidi que não teríamos mais desenhos pela manhã e sempre que havia um imprevisto e abríamos uma exceção, era batata! Eu acabava colhendo os frutos com o mau comportamento ao longo do dia.

Há poucas semanas fomos viajar de férias para o nordeste. Um belo hotel, piscina, praia, brinquedos, muita coisa pra fazer e nenhuma necessidade de ligar a televisão. Foi aí que eu me dei conta de algo que estava tão óbvio mas eu não conseguia enxergar. O Gustavo das férias era uma criança tranquila, educada, paciente, obediente, praticamente sem episódios de birra. Claro, ainda era cheio de energia, mas bem diferente do menino que havia saído de casa.

O PROCESSO
Voltamos de férias e decidi que não teríamos mais televisão durante a semana. Nem um pouquinho mesmo. Nos primeiros dias Gu pediu, mas logo tratava de oferecer atividades muito mais divertidas como massinha, blocos de montar, quebra cabeças, desenho pra colorir... Sentava no chão e brincava junto.

Milagrosamente conseguimos ajustar a nossa rotina. Antigamente não estávamos prontos para dormir antes das 22h30. Parecia que o tempo voava e eu me perdia nele. Hoje, sem televisão, às 20h todos estão tomando banho e antes das 21h já estão dormindo.

Se foi difícil? Muito mais para mim do que para ele. Por vezes nos primeiros dias eu me via buscando o controle remoto pra conseguir uns minutinhos de sossego.

Em nenhum momento nesse processo tivemos birras por causa das televisão. Algumas poucas vezes resmungava, mas logo se conformava e ia fazer outra coisa. Talvez pelo fato de eu sempre ter sido firme e nunca ter demonstrado possibilidade de negociar.
Mas também não sou radical. Hoje mesmo ele acordou com febre e passou o dia todo febril, amuado, deitadinho no sofá. Hoje teve televisão. O dia todo. E no final do dia não teve briga, voltamos à nossa rotina.

OS RESULTADOS
O Gustavo não é mais aquele menino descontrolado, excessivamente agitado.. Ele está mais doce, mais carinhoso, muito mais compreensivo.. Ouve o que eu falo e atende prontamente. Está mais educado, mais bonzinho.. Desde que mudamos nunca mais o vi irritado. O mais impressionante é que eu tinha certeza que a televisão era um artifício que me ajudava a controlar e acalmar sua energia. De fato, enquanto estava assistindo, ele tinha esse estado mental. Mas assim que deixava de ver, parecia que tudo ficava acumulado e se libertava de uma só vez.

Ele ainda é um menino de três anos. Que chora pelo que quer, que implica, que me testa, que quer as coisas do jeito dele.

Mas agora ele é um menino que parece enxergar o mundo de maneira muito mais ampla. Passa o dia a cantarolar - coisa que nunca havia feito.

O ÔNUS
Eu chego ao final do dia mentalmente exausta de tanto brincar. Mesmo estimulando-o a brincar sozinho por diversas vezes, ele chama "mamãe" quase que a todo momento. Cozinhar se tornou uma atividade conjunta. Agora sempre tenho ele no chão da cozinha montando quebra cabeças.. ou então dou um potinho com feijão e milho para que ele separe por tipo nas forminhas de gelo. É cansativo, sim. Dá trabalho, sim.

O BÔNUS
Essa mudança nos uniu ainda mais. Agora passamos tempo realmente juntos e não apenas lado a lado. E eu não tenho dúvidas do quanto isso será benéfico para o futuro dele.

Se você pensar duas vezes antes de decidir, vai desistir. Mas se você realmente quiser mudar, saiba que é possível! E assim que passar os primeiros dias mais difíceis já conseguirá ver os resultados e ficará perplexa com isso.

Não esqueça de me contar como anda os dias aí na sua casa, participando através dos comentários...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Dieta Milagrosa! Será??


Gente, preciso confessar que nunca consegui passar mais do que três dias fazendo dieta sem furar ou desistir... É que ninguém merece passar fome, vai?! Pois bem... Esses dias atrás marcamos nossas férias para o nordeste e quando me olhei no espelho pensei "não, assim não dá!"..
Enfim, fui atrás de uma amiga nutricionista e disse que eu tinha 15 dias para emagrecer 12kg. Ela riu, claro! Mas no fim, me indicou essa dieta que estou fazendo. Vale ressaltar que é daquelas dietas malucas, que emagrecem rápido, mas que te faz perder massa magra e, provavelmente, engordar tudo de novo... Mas como a causa era nobre - férias no paraíso e aniversário de 29 anos - decidi tentar, embora um tanto descrente. Estou no 4º dia hoje e já emagreci quase 4kg!!! Vou fazer duas semanas seguidas. Ela só pode ser feita por duas semanas, dando um intervalo de um mês para fazer novamente, ok?

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Entendendo o Desfralde

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Pra começar, já quero dizer que esse não é um post com orientações e dicas milagrosas para que seu filho deixe de usar fraldas. Além disso, já é sabido que cada criança é única e tem seu tempo de desenvolvimento e maturidade completamente particular, sendo assim, nenhuma técnica é universal quando o assunto é "seres humanos".

No último sábado tive a oportunidade de almoçar com diversas amigas blogueiras e com o pediatra Dr. Moises Chencinski e tivemos - informalmente - uma verdadeira aula sobre como deve ocorrer o desfralde.

Agora vamos entender como se dá o processo de desfralde, mas antes você precisa compreender que para o desfralde acontecer a criança precisa desenvolver o controle da musculatura dos esfíncteres - uma maturidade que nada tem a ver com estímulos externos ou esforços maternos. 
"O desenvolvimento neuro-psico-motor segue a direção crânio-caudal, ou seja, da cabeça para os pés e do centro para a periferia do corpo, ou seja, de dentro para fora."
(Dr. Moises Chencinski)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Antes de ser mãe...

Antes de ser mãe.. Eu pensava que crianças desobedientes eram reflexo de pais moles. Depois de ser mãe descobri que crianças são naturalmente desobedientes.


Antes achava que as crianças eram simplesmente desobedientes. Hoje vejo que são pequenos exploradores em busca de descobrir tudo a respeito do mundo.

Antes de ser mãe achava um absurdo uma parede rabiscada de giz. Hoje aprecio como uma obra de arte.

Antes achava que mães que não amamentaram eram preguiçosas e vaidosas. Hoje vejo guerreiras que travaram uma batalha contra seu corpo e sua mente e que dessa vez não venceram a luta.

Antes de ser mãe achava que bebês ficavam doentes por terem pais descuidados.. Hoje descobri que mesmo com todo cuidado do mundo eles vão adoecer.

Antes achava que era culpa dos pais ao ver crianças que não gostavam de comer bem. Hoje sei que os pais nada tem a ver.

Antes eu pensava que todos os bebês dormiam a noite inteira. Depois descobri que isso é raridade.

Antes de ser mãe não entendia porque elas sempre chegam atrasadas nos compromissos.. Hoje não sei o que é ser pontual.

Antes não compreendia porque tantos casais separavam após ter filhos. Hoje sei o quanto um filho pode desgastar o casamento se não houver atenção e dedicação mútua.

Antes de ser mãe eu achava que meu marido sujava muita roupa.. hoje percebo que crianças conseguem sujar bem mais!

Antes de ser mãe eu estava sempre cansada.. depois de ser mãe entendi que cansaço é uma palavra muito mais ampla do que eu conhecia... 


Não tem jeito.. você só vai compreender tudo isso, verdadeiramente, quando tiver um filho...


Por Karen Bussacarini 
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